Este título, pertence a uma teoria defendida pela Professora da Faculdade Sumaré, Professora Mestre e Doutoranda em Filologia e Língua Portuguesa da USP, Renira Appa cirelli. A sua teoria de ameaça às faces entre professor e aluno, esta publicada na revista acadêmica eletrônica SUMARÉ, no link http://www.sumare.edu.br/raes/edicoes/ed01/raesed01_artigo05.pdf
Um assunto interessante para discusão, versa sobre a interação em sala de aula por negociações realizadas entre professor e aluno. Pretende nesta teoria contribuir para uma melhor compreensão da interação, sempre mediada pela cortesia, teoria das faces e polidez linguística.
Quem sabe aproveitando a teoria defendida pela professora Renira, possamos trazer esta interação para a EAD.
sábado, 8 de maio de 2010
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Olá Maria tudo bem com você?
ResponderExcluirMaria, visando contribuir com a sua pesquisa eu gostaria de destacar a partir da temática que você elencou alguns aspectos presentes no texto Ferramentas de Interação em ambientes educacionais mediados por computador, do autor Alex Primo, no qual ele apresenta exemplos bem simples da importância da cordialidade e do respeito no processo de comunicação na educação a distância:
“[...] certas mensagens não-verbais como fisionomia ou entonação de voz, importantes em um contato interpessoal, não podem ser valorizadas através de emails. Convencionou-se assim o uso de emoticons com o intuito de oferecer pistas sobre como se sente o redator ao escrever a mensagem (alegre, triste, irônico, etc.). Através de e-mails é possível debater-se sobre os mais diversos assuntos, e até mesmo apaixonar-se ou ofender-se. Pode-se perceber através desse serviço interações mútuas onde os interagentes envolvidos se transformam uns aos outros através (principalmente) de mensagens textuais, e vão aos poucos qualificando a relação que constróem entre si.” (PRIMO, 2001, p. 8)
Assim, Maria, pode-se notar que uma relação de respeito e cordialidade não se torna essencial apenas na educação presencial, mas, acredito que se de com ainda mais ênfase a educação à distância, pois não temos acesso direto à fisionomia, entonação de voz e inúmeros outros aspectos que podem contribuir para a nossa compreensão da mensagem explicitada pelos interagentes com os quais nos relacionamos. Tornamos-nos desta forma, seres ainda mais inventivos, pois temos que tentar dar conta das possibilidades que não se apresentam ao nosso alcance como o exemplo da convenção dos emoticons em uso de emails e chats. Deste modo, Maria temos também a responsabilidade de respeitar aqueles interagentes que estabelecem relações sociais conosco a partir do uso de ferramentas mediadas por computador, pois eles também são seres humanos como quaisquer outros, possuem sentimentos, são perpassados por sensações que mexem com sua individualidade, com seus desejos, suas vontades, seus anseios, suas expectativas, sua visão do mundo.
Creio desta forma, que se nossa intenção é sermos compreendidos, assim como compreender os demais interagentes em um processo de verdadeiro diálogo, necessitamos por vezes nos despir de nossos pré-conceitos formados, abrindo-nos a uma compreensão flexível, respeitosa, colaborativa, que possa de alguma forma nos fazer crescer, pensar, transformar-nos em uma relação de reciprocidade com o outro, mesmo que as suas crenças e seus pontos de vista não sejam os mesmos que os nossos. Quem disse que não podemos aprender tanto com as afinidades quanto com as diferenças? Penso que basta apenas estarmos abertos para isso.
Espero que tenha contribuído para o seu crescimento! Beijos Talita
Referências: PRIMO, Alex Fernando Teixeira. Ferramentas de interação em ambientes educacionais mediados por computador. Educação, v. XXIV, n. 44, p. 127-149, 2001. Disponível em:.